ARTIGO DE OPINIÃO

 

 

A Infodemia em Câncer no Brasil: Um Olhar Crítico sobre Alguns Impactos da Desinformação e Estratégias de Combate

The Infodemic in Cancer in Brazil: A Critical Look at Impacts of Disinformation and Combat Strategies

La Infodemia del Cáncer en el Brasil: Una Mirada Crítica sobre Algunos Impactos de la Desinformación y Estrategias de Combate

 

 

https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2026v72n1.5464

 

 

Giovani Miguez da Silva1

 

 

1Instituto Nacional de Câncer (INCA), Coordenação de Ensino (Coens). Rio de Janeiro (RJ), Brasil. E-mail: giovani.miguez@gmail.com. Orcid iD: https://orcid.org/0000-0002-8492-1186

 

Endereço para correspondência: Giovani Miguez da Silva. Rua Marquês de Pombal, 125, 3º andar – Centro. Rio de Janeiro (RJ), Brasil. CEP 20230-240. E-mail: giovani.miguez@gmail.com

 

 

INTRODUÇÃO

O controle do câncer no Brasil enfrenta um adversário difuso e de rápida disseminação: a infodemia em câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS)1 define infodemia como o excesso de informações – verdadeiras ou falsas – que, em surtos e emergências, gera confusão, induz comportamentos de risco e abala a confiança nas autoridades de saúde. No caso do câncer, medo, urgência e esperança amplificam narrativas enganosas. Nas redes, a desinformação sobre o tratamento oncológico engaja alto e converte a sobrecarga informacional em ameaça clínica2.

 

No Brasil, a desinformação já é barreira reconhecida a políticas consolidadas, como, por exemplo, a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) e o rastreamento do colo do útero3. A experiência recente de desinformação governamental durante a covid-19 mostrou o poder destrutivo de mensagens falsas lançadas de canais oficiais – um precedente que não pode ser ignorado no cuidado oncológico4.

 

Discute-se neste artigo que a infodemia em câncer é uma emergência sistêmica oriunda, em parte, de incentivos digitais e vulnerabilidades sociais. Em chave sindêmica, ou seja, por meio de mecanismos de interação entre a doença em si e as desigualdades sociais que se potencializam, o câncer e as desigualdades se retroalimentam e a infodemia tende a se agravar5.

 

Propõe-se, portanto, sem esgotar o assunto, olhar a questão da infodemia em câncer a partir de alguns exemplos pontuais e ilustrativos, dadas as limitações de um artigo de opinião. No país, o problema de letramento funcional em saúde6 é um fato observável.

 

Assim, qualquer resposta que se pretenda eficaz precisa ser sistêmica: desde a regulação de plataformas, passando pelo fortalecimento de respostas institucionais no âmbito da clínica, da educação e da gestão, até o empoderamento dos cidadãos por meio de uma comunicação em saúde epistemicamente justa.

 

DESENVOLVIMENTO

A arquitetura digital da desinformação

 

O ecossistema digital remunera engajamento, não veracidade. A desinformação, portanto, não é um acidente. Em tempos de capitalismo de vigilância informacional, plataformas são desenhadas para maximizar tempo de tela e cliques, premiando conteúdos que despertam emoções intensas – como medo e indignação –, independentemente de sua qualidade epistêmica7. A infodemiologia já alertava: características formais do ambiente on-line moldam o que é visto, lembrado e compartilhado8.

 

Resultados empíricos mostram que, em grande escala, notícias falsas difundem-se mais longe, mais rápido e mais fundo do que as verdadeiras, sobretudo por ação humana, não de robôs9. O simples ato de pensar em compartilhar um post já reduz a capacidade de julgar sua veracidade, sabotando o discernimento10. No âmbito do controle do câncer, o desenho algorítmico é um fator de risco informacional: prolifera boatos, promete milagres e sufoca dados checados, criando um risco sanitário.

 

Impactos na jornada do paciente oncológico no Brasil

A infodemia atravessa a linha do cuidado. Pacientes expostos a promessas e boatos podem retardar, abandonar ou substituir terapias comprovadas por alternativas sem evidência, o que se associa à pior sobrevida11. Em análise de conteúdos populares sobre câncer nas redes, 32,5% continham desinformação e 30,5% eram potencialmente danosos – e estes últimos receberam mais engajamento do que conteúdos seguros2.

 

Embora a problemática seja mais ampla, ao se deter em um aspecto específico da prevenção, a desinformação enfraquece políticas públicas: no câncer do colo do útero, mitos sobre a vacina contra o HPV, por exemplo, sabotam metas de eliminação e ampliam iniquidades3. A confiança terapêutica fraqueja: pacientes chegam com links e dúvidas plantadas; o ruído transforma divergências legítimas em sensação de “nada é confiável”. No sistema, mapeamentos no Brasil apontam migração do foco do fact-checking para o letramento midiático e o diálogo cidadão – ainda com baixa capilaridade e frágil integração ao Sistema Único de Saúde (SUS)12.

 

Nesse cenário, a infodemia se instala e prospera no vácuo criado pelas massivas necessidades de suporte informacional por parte dos cidadãos e não atendidas, em especial, por pacientes e seus familiares, transformando a busca por respostas em um novo risco sanitário13 a infodemia em câncer.

 

Letramento em saúde como fator crítico

O impacto da infodemia é proporcional à vulnerabilidade de quem recebe a desinformação. O letramento em saúde – capacidade de obter, processar e usar informação em decisões de saúde – é um determinante-chave14,15. Em serviços oncológicos brasileiros, aproximadamente metade dos pacientes em quimioterapia ambulatorial, por exemplo, apresenta letramento inadequado ou limítrofe6, exigindo mais “cuidado informacional” para que se evitem dificuldades de compreensão e vácuos na comunicação em saúde13. Entre os candidatos a transplante de células-tronco hematopoiéticas, por exemplo, esse percentual é ainda maior, com forte associação à idade, baixa escolaridade e renda16.

 

O mecanismo é direto: com letramento limitado, instruções clínicas se tornam opacas, resultados viram cifras indecifráveis e credibilidade de fontes on-line é difícil de julgar. Dados nacionais mostram que menor escolaridade multiplica as chances de letramento restrito, e o início do tratamento é momento de maior vulnerabilidade – o que exige comunicação clara, material em língua comum e checagem sistemática de compreensão6.

 

Por outro lado, tratar baixo letramento como variável clínica, educacional e de gestão – e não como “falha individual” – é condição para reduzir dano informacional no cuidado e mitigar “injustiças epistêmicas”, isto é, danos a um sujeito em sua capacidade de conhecer, compreender e comunicar, sobretudo no que se refere às “capacidades hermenêuticas” do paciente e seus familiares, oriundas de um déficit estrutural a ser corrigido por práticas de “cuidado informacional”; ou seja, epistemicamente mais justas para a sociedade, por parte de profissionais prestadores do cuidado, gestores e profissionais de educação em saúde13.

 

Os horizontes de uma sindemia informacional do câncer às suas respostas

A perspectiva sindêmica ilumina o que acontece quando doença, desigualdade e desinformação interagem: os piores desfechos emergem onde essas linhas se cruzam com mais força5, tornando o “cuidado informacional” mais necessário13. A resposta, portanto, não pode ficar restrita a corrigir boatos pontuais; deve reduzir a exposição ao perigo (arquitetura das plataformas), aumentar a resiliência informacional (letramento e educação midiática) e fortalecer a integridade do sistema de cuidado (capacidade institucional de escuta e resposta).

 

Sugere-se, portanto, a partir do referencial, uma estrutura estratégica mínima, a ser ampliada e validada a partir de pesquisas futuras, para o combate à desinformação em saúde, que pode ser organizada em três eixos de intervenção complementares: (1) bases – regulação, inteligência de dados e educação; (2) ações em linhas de cuidado – por exemplo, vacinação contra o HPV e seguimento oncológico; (3) métricas para monitorar eficácia, resultados e impacto no paciente (Quadro 11-3,6,7,11,13,17-20).

 

Quadro 1. Sugestão de uma estrutura de resposta à desinformação: pilares, aplicações e indicadores

EIXO

DETALHAMENTO

AÇÕES E DESCRIÇÕES

Pilares de ação

Regulação

A autorregulação das plataformas é insuficiente. Mais transparência algorítmica, priorizar fontes credenciadas em temas de alto risco e responsabilização por amplificação sistemática de dano em saúde⁷

Inteligência

Instituições como MS, INCA e Fiocruz devem migrar da reação à infodemiologia ativa, com escuta social contínua, análises de risco e relatórios de insights ágeis que transformem dados em resposta1,17,18

Educação

Em longo prazo, a solução estrutural contra boatos é ampliar iniciativas e políticas de letramento em saúde e mídia, integrada a escolas e ao SUS, alinhada a estratégias nacionais de educação midiática e a iniciativas de literacia comunitária19,20. Esse eixo inclui formar profissionais como comunicadores clínicos, capazes de ajustar linguagem à realidade do paciente13

Aplicações imediatas em linhas do cuidado

Atenção primária

Campanhas locais com mensagens testadas por escuta social; parceria com escolas e atenção primária; prioridade a narrativas de benefício tangível e proteção familiar3,17

Ambulatório oncológico

Triagem breve de letramento em saúde na recepção; instruções de alta com “três pontos essenciais”; QR único para fonte oficial; retorno telefônico para dúvidas críticas na primeira semana6, aplicação de estratégias de “cuidado informacional”13

Ambiente digital

Monitorar narrativas de alto risco; tempo-resposta como indicador; contranarrativas claras e repetidas; envolver oncologistas e sociedades científicas na autoria e curadoria2,17,18

Indicadores para governar a resposta

De processo

Tempo até a primeira resposta a narrativas de alto risco; número de relatórios de insights emitidos; proporção de serviços com triagem de letramento17,18 e adoção de estratégias de comunicação em saúde epistemicamente justas13

De resultado intermediário

Variação de crenças-chave (pré/pós), adesão à vacinação e rastreamento nas áreas prioritárias17

De desfecho

Atrasos diagnósticos, interrupções terapêuticas atribuíveis a boatos e eventos adversos por terapias não comprovadas2,11

 

 

O Quadro 1 ilustra, por meios de algumas sugestões, que enfrentar a infodemia em câncer exige um ecossistema integrado que vá além da checagem de fatos. É preciso alinhar regulação, inteligência e educação com ações de cuidado informacional13 e métricas de avaliação. Essa integração dinâmica permite antecipar riscos, fortalecer a governança, assim como a confiança clínica, e consolidar a ciência como guia confiável. Transformar a desinformação em política de saúde pública duradoura protege pacientes, fortalece o SUS e a verdade.

 

O custo da infodemia em câncer vai além de métricas: encurta vidas, atrasa diagnósticos e tensiona orçamentos com terapias equivocadas, ineficazes ou perigosas. Revela um descompasso: sistema complexo, cheio de protocolos, tecnologia e jargão; população com baixo letramento em saúde para decodificá-los. Investir em gestão da infodemia e em letramento em saúde não é apenas uma estratégia técnica, mas uma intervenção de justiça social e epistêmica: protege os mais vulneráveis, reduz desigualdades no acesso à informação qualificada e fortalece a autonomia cidadã diante das decisões clínicas mais difíceis e abre flanco para o domínio de governança mais confiável para saúde12,13,19-22.

 

CONCLUSÃO

Combater a infodemia em câncer é sustentar o cuidado baseado em evidências na era digital. Exige coragem regulatória, inteligência institucional e educação. Com definições, taxonomias, plataformas de escuta e guias, pode-se religar ciência, clínica e confiança. É ofício fino: devolver ao cuidado a gramática do encontro e a evidência voz inteligível. A ideia de infodemia mostra que dados, sozinhos, não tocam o processo decisório; é preciso torná-los habitáveis coletivamente.

 

Assim, as equipes devem ser regidas: pelo ouvir para mapear medos e lacunas no território, na sala de espera, nas redes e como diagnóstico ampliado – cada pergunta indica necessidade; cada silêncio denuncia barreiras. Pelo traduzir para que a ciência não se perca em jargões – transformar protocolos em caminhos claros, riscos em proporções compreensíveis, benefícios em promessas; simplificar sem simplismo, preservando rigor e humanidade. E, finalmente, pelo agir com prontidão para responder a narrativas nocivas antes que criem raízes; incorporar triagem de letramento ao fluxo assistencial; instituir materiais em língua comum. Além disso, regular plataformas, operar inteligência informacional, educar para o letramento e oferecer suporte informacional são meios que precisam ser aplicados no âmbito da clínica, da educação e da gestão para que possam mitigar os efeitos da infodemia em câncer e ampliar a qualidade e a credibilidade do cuidado.

 

CONTRIBUIÇÃO

Giovani Miguez da Silva participou de todas as etapas da construção do artigo, desde a sua concepção até a aprovação da versão final a ser publicada.

 

 

DECLARAÇÃO DE CONFLITOS DE INTERESSE

Nada a declarar.

 

 

DECLARAÇÃO DE DISPONIBILIDADE DE DADOS

Todos os conteúdos subjacentes ao texto do artigo estão contidos no manuscrito.

 

 

FONTES DE FINANCIAMENTO

Não há.

 

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 8/9/2025

Aprovado em 20/10/2025

 

Editor associado: Mario Jorge Sobreira da Silva. Orcid iD: https://orcid.org/0000-0002-0477-8595

Editora-científica: Anke Bergmann. Orcid iD: https://orcid.org/0000-0002-1972-8777

 

 

 

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