Cuidados da Fisioterapia no Paciente Oncológico com Covid-19

  • Renata Marques Marchon Fisioterapeuta. Mestranda em Saúde, Medicina Laboratorial e Tecnologia Forense. Serviço de Fisioterapia do Hospital do Câncer II (HC II) do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Rio de Janeiro (RJ), Brasil.
  • Felipe Cardozo Modesto Mestre em Engenharia Biomédica. Serviço de Fisioterapia do Hospital do Câncer II (HC II) do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Rio de Janeiro (RJ), Brasil.
  • Cassia Costa Lores Rodrigues Fisioterapeuta. Mestra em Ciências Biológicas. Serviço de Fisioterapia do Hospital do Câncer II (HC II) do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Rio de Janeiro (RJ), Brasil.
  • Patrícia Lopes de Souza Mestra em Ciências Médicas. Serviço de Fisioterapia do Hospital do Câncer II (HC II) do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Rio de Janeiro (RJ), Brasil.
  • Tiago da Rocha Plácido Fisioterapeuta. Mestrando do Programa em Educação Física da Universidade Federal de Sergipe. Aracaju (SE), Brasil. Serviço de Fisioterapia do Hospital do Câncer II (HC II) do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Rio de Janeiro (RJ), Brasil.
Palavras-chave: Infecções por Coronavirus, Modalidades de Fisioterapia, Fisioterapia, Oncologia, Pandemias

Resumo

A covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, apresenta grande preocupação em razão do elevado padrão de letalidade, mortalidade e transmissibilidade, e um desafio aos profissionais de saúde por apresentar quadros gripais que podem evoluir rapidamente para pneumonia severa ou síndrome respiratória aguda grave (Sars-CoV-2). O câncer é uma doença com fatores de riscos muito semelhantes às doenças cardiorrespiratórias e metabólicas que, associadas aos efeitos colaterais do tratamento antineoplásico ou progressão tumoral, tornam esses pacientes suscetíveis a complicações mais graves de infecção por Covid-19. Além disso, complicações comuns aos pacientes oncológicos podem ser agravadas pelos mecanismos fisiopatológicos envolvidos na Covid-19, como: comprometimento respiratório gerado por produção de citocinas inflamatórias e os pneumoconiose alveolares que aceleram a evolução para quadro de pneumonia; aumento na produção de D-dimero e redução de fibrinogênio, fazendo com que o fator trombolítico seja maior, justificando eventos por tromboembolismo; uma possível causa hemolítica em que a hemoglobina perde o Ferro e diminui sua capacidade de carrear oxigênio, sendo causa da dessaturação de oxigênio e hipoxemia refratária. A fisioterapia tem como principal linha de atuação a adequação do suporte ventilatório, nos pacientes mais graves. Com enfoque no paciente oncológico, deve-se basear nos sintomas e limitações clínicas para a adequação das atividades, favorecer a profilaxia mecânica para redução do risco de trombose venosa profunda, avaliar progressão lenta e monitorização dos sinais vitais, minimizar as perdas e melhorar o status funcional do paciente para tolerância ao tratamento.

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Publicado
2020-05-20
Como Citar
1.
Marques Marchon R, Cardozo Modesto F, Costa Lores Rodrigues C, Lopes de Souza P, da Rocha Plácido T. Cuidados da Fisioterapia no Paciente Oncológico com Covid-19. Rev. Bras. Cancerol. [Internet]. 20º de maio de 2020 [citado 5º de agosto de 2021];66(TemaAtual):e-1031. Disponível em: https://rbc.inca.gov.br/revista/index.php/revista/article/view/1031