Análise Biofotométrica de Movimentos de Ombro e Cotovelo Relacionados com o Ganho Funcional e Tipos Cirúrgicos em Mulheres submetidas à Cirurgia Oncológica Mamária

  • Lucas dos Santos Galaverna Faculdade de Educação Física e Fisioterapia. Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Uberlândia (MG), Brasil.
  • Maria Selma Duarte Nogueira Faculdade de Educação Física e Fisioterapia. Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Uberlândia (MG), Brasil.
  • Juliana Carolina Caixeta Faculdade de Educação Física e Fisioterapia. Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Uberlândia (MG), Brasil.
  • Frederico Tadeu Deloroso Faculdade de Educação Física e Fisioterapia. Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Uberlândia (MG), Brasil.
  • Eliane Maria de Carvalho Faculdade de Educação Física e Fisioterapia. Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Uberlândia (MG), Brasil.
Palavras-chave: Mastectomia, Modalidades de Fisioterapia, Neoplasias da Mama, Amplitude de Movimento Articular

Resumo

Introdução: As cirurgias no câncer de mama ocasionam a redução da amplitude de movimento (ADM) de ombro, impactando na sua funcionalidade. A biofotometria é um recurso capaz de avaliar a ADM, mostrando precisão e reprodutibilidade. Objetivo: Mensurar a ADM de ombro e cotovelo e relacioná-las com o ganho funcional após intervenção fisioterapêutica e o tipo cirúrgico em mulheres submetidas à cirurgia oncológica mamária. Método: Pesquisa observacional analítica, com 30 mulheres mastectomizadas em acompanhamento no Hospital do Câncer de Uberlândia, submetidas à avaliação biofotométrica, com marcações em pontos padronizados nos membros superiores (MMSS) para análise de ADM em vista frontal e perfil, aplicação do questionário de disfunção de braço, ombro e mão (DASH) e questões de atividades diárias propostas em uma ficha de anamnese antes e após quatro meses de intervenção. Resultados: Observou-se redução da ADM em todos os movimentos de ombro, as médias de abdução e flexão do ombro homolateral, antes e após quatro meses de intervenção fisioterapêutica, foram de 130,3 e 149,4 graus (p=0,002); e 128,1 e 140 (p=0,008), respectivamente. O escore do DASH diminuiu de 38,1 para 32,15 (p=0,047) e, nas questões que envolvem abdução e flexão de ombro, houve maior aumento da porcentagem de respostas para “nenhuma dificuldade”, com média de 23,08% para 42,86%. Conclusão: A abdução e a flexão de ombro são os movimentos mais alterados no membro homolateral à cirurgia, entretanto, após quatro meses de fisioterapia, houve melhora da ADM acarretando ganho funcional, independentemente do tipo cirúrgico.

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Publicado
2020-06-22
Como Citar
1.
Galaverna L dos S, Nogueira MSD, Caixeta JC, Deloroso FT, Carvalho EM de. Análise Biofotométrica de Movimentos de Ombro e Cotovelo Relacionados com o Ganho Funcional e Tipos Cirúrgicos em Mulheres submetidas à Cirurgia Oncológica Mamária. Rev. Bras. Cancerol. [Internet]. 22º de junho de 2020 [citado 5º de agosto de 2021];66(2):e-14895. Disponível em: https://rbc.inca.gov.br/revista/index.php/revista/article/view/895
Seção
ARTIGO ORIGINAL