Partição de Comprimidos Antineoplásicos Utilizados no Tratamento de Leucemias Agudas em Crianças e Adolescentes

  • Luiza Tessmann Universidade de Brasília (UnB). Faculdade de Ciências da Saúde (FS). Departamento de Farmácia. Brasília (DF), Brasil.
  • Patrícia Medeiros-Souza Universidade de Brasília (UnB). Faculdade de Ciências da Saúde (FS). Departamento de Farmácia. Brasília (DF), Brasil.
  • José Carlos Martins Córdoba Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF). Hospital da Criança de Brasília José Alencar. Brasília (DF), Brasil.
  • Noemia Urruth Leão Tavares Universidade de Brasília (UnB). Faculdade de Ciências da Saúde (FS). Departamentos de Farmácia e de Saúde Coletiva. Brasília (DF), Brasil.
  • Victória Macedo Abílio Universidade de Brasília (UnB). Faculdade de Ciências da Saúde (FS). Departamento de Farmácia. Brasília (DF), Brasil.
  • Dafny Oliveira de Matos Universidade de Brasília (UnB). Faculdade de Ciências da Saúde (FS). Departamento de Saúde Coletiva. Brasília (DF), Brasil.
  • Isis Maria Quezado Soares Magalhães Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF). Núcleo de Oncologia e Hematologia Pediátrica no Hospital da Criança de Brasília. Hospital da Criança de Brasília José Alencar. Brasília (DF), Brasil.
Palavras-chave: Antineoplásicos/administração & dosagem, Comprimidos/administração & dosagem, Leucemia, Criança, Adolescente

Resumo

Introdução: A manipulação de antineoplásicos para ajuste de dose, como partição de comprimidos, e comum no tratamento de leucemias agudas de crianças e adolescentes. Objetivo: Identificar a frequência e descrever a pratica da partição domiciliar de comprimidos antineoplásicos utilizados no tratamento oral de crianças e adolescentes com leucemias agudas na fase de manutenção. Método: Trata-se de um estudo transversal descritivo, realizado em um hospital pertencente a rede de saúde publica do Distrito Federal com assistência especializada em pediatria. Foram incluídos no estudo crianças e adolescentes entre 1 e 18 anos, diagnosticados com leucemias agudas e em fase de manutenção do tratamento no período de estudo. Foi aplicado um questionário semiestruturado ao responsável principal pela administração dos medicamentos quimioterápicos via oral, podendo ser o cuidador ou a própria criança/adolescente. Foram coletadas variáveis sociodemográficas dos pacientes e cuidadores e variáveis sobre a pratica de partição de medicamentos antineoplásicos no domicilio. Resultados: Todos os 48 entrevistados no período do estudo relataram ter partido comprimidos antineoplásicos ao longo do tratamento de leucemias agudas, sendo estes mercaptopurina (n=45 [93,75%]) e tioguanina (n=3 [6,25%]). Conclusão: A partição de comprimidos antineoplásicos foi uma pratica unanime em virtude da necessidade referida de ajuste de dose individual para o tratamento de leucemias agudas de crianças e adolescentes, considerando a indisponibilidade de formulações adequadas. Os resultados reforçam a necessidade de a partição ser uniformizada e realizada de maneira a minimizar os riscos e a garantir a segurança para as crianças e adolescentes e seus cuidadores.

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Publicado
2020-04-02
Como Citar
1.
Tessmann L, Medeiros-Souza P, Martins Cordoba JC, Urruth Leão Tavares N, Macedo Abílio V, Oliveira de Matos D, Quezado Soares Magalhães IM. Partição de Comprimidos Antineoplásicos Utilizados no Tratamento de Leucemias Agudas em Crianças e Adolescentes. Rev. Bras. Cancerol. [Internet]. 2º de abril de 2020 [citado 5º de agosto de 2021];66(2):e-01764. Disponível em: https://rbc.inca.gov.br/revista/index.php/revista/article/view/764
Seção
ARTIGO ORIGINAL