Fatores Associados à Realização de Cirurgia como Tratamento Inicial em Cânceres de Cabeça e Pescoço em Hospital de Referência na Cidade do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2026v72n3.5711Palavras-chave:
Neoplasias de Cabeça e Pescoço, Desigualdades de Saúde, Fatores Socioeconômicos, Tratamento OncológicoResumo
Introdução: A cirurgia ocupa papel central no tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço (CCP). Desigualdades no acesso ao cuidado oncológico podem impactar no plano terapêutico. Objetivo: Identificar fatores associados à realização da cirurgia como primeiro tratamento oncológico em pacientes com CCP atendidos em hospital de referência do município do Rio de Janeiro. Método: Estudo de coorte retrospectiva de pacientes com CCP em 2024. O desfecho foi ter realizado cirurgia como primeiro tratamento. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas e de contexto assistencial. Utilizaram-se teste qui-quadrado ou Fisher na comparação dos grupos do desfecho, testes de associação e regressões logísticas univariadas e multivariadas, com odds ratio ajustada (ORa) e intervalos de confiança de 95%. Resultados: Dos 399 pacientes, 67,9% realizaram cirurgia como tratamento inicial. Apresentaram menor chance de serem submetidos à cirurgia: homens (ORa=0,31; IC 95%: 0,17–0,54), casos de tumores de nasofaringe e hipofaringe (ORa=0,11; IC 95%: 0,00–0,67). Maior chance de tratamento cirúrgico inicial ocorreu em pacientes com câncer de tireoide (ORa=13,22; IC 95%: 4,95–42,49), olhos e anexos (ORa=31,04; IC 95%: 5,78–580,79), laringe (ORa=4,02; IC 95%: 1,67–10,28) e de pele (ORa=5,77; IC 95%: 2,71–13,07). Não houve associação significativa com distância entre residência e hospital.
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