Associação da Mobilidade com a Condição Físico-Funcional em Pacientes Oncológicos Hospitalizados

Autores

  • Vanessa de Mello Konzen Universidade de Passo Fundo (UPF), Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano. Passo Fundo (RS), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-5408-9598
  • Matheus Santos Gomes Jorge Universidade de Passo Fundo (UPF), Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano. Passo Fundo (RS), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-4989-0572
  • Ana Luisa Sant’Anna Alves Universidade de Passo Fundo (UPF), Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano. Passo Fundo (RS), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-1107-7471
  • Lia Mara Wibelinger Universidade de Passo Fundo (UPF), Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano. Passo Fundo (RS), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-7345-3946

DOI:

https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2026v72n4.5522

Palavras-chave:

Destreza Motora, Atividade Motora, Sarcopenia, Oncologia, Hospitalização

Resumo

Introdução: A mobilidade é essencial para a independência funcional de pacientes com câncer, especialmente durante a hospitalização. A escala Johns Hopkins Highest Level of Mobility (JH-HLM) oferece medida objetiva dessa capacidade e tem sido aplicada em contextos oncológicos. A força de preensão palmar (FPP) reflete a força muscular e o estado nutricional, enquanto o risco de sarcopenia, caracterizado pela perda de massa e força muscular, afeta negativamente o prognóstico. Objetivo: Avaliar a mobilidade e suas associações com FPP, risco de sarcopenia e nível de atividade física pré-internação em pacientes oncológicos hospitalizados. Método: Estudo observacional, descritivo e transversal, realizado com adultos e idosos internados em dois hospitais do Sul do Brasil entre dezembro de 2024 e julho de 2025. A mobilidade foi avaliada pela JH-HLM; a FPP, por dinamômetro; o risco de sarcopenia, pelo SARC-F associado à circunferência da panturrilha; e a atividade física, pelo IPAQ curto. Resultados: Participaram 210 pacientes, em sua maioria mulheres, com 60 anos ou mais, autodeclaradas brancas, sedentárias e com fraqueza muscular. Pela JH-HLM, 87,1% apresentaram mobilidade elevada e 12,9%, restrita. A mobilidade elevada associou-se significativamente à menor idade, presença de companheiro, maior atividade física e baixo risco de sarcopenia. Após ajuste multivariado, o sedentarismo (RP=1,084; IC 95%: 1,001–1,173) e o risco de sarcopenia (RP=0,905; IC 95%: 0,824–0,993) permaneceram preditores independentes. Conclusão: A prática de atividade física prévia e o baixo risco de sarcopenia favorecem melhor mobilidade em pacientes oncológicos hospitalizados.

 

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Publicado

2026-08-03

Como Citar

1.
Konzen V de M, Jorge MSG, Alves ALS, Wibelinger LM. Associação da Mobilidade com a Condição Físico-Funcional em Pacientes Oncológicos Hospitalizados . Rev. Bras. Cancerol. [Internet]. 3º de agosto de 2026 [citado 6º de agosto de 2026];72(4):e-025522. Disponível em: https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/5522

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