Histiocitoma Fibroso Angiomatoide: Perfil Epidemiológico, Anatomopatológico, Clínico, Tratamento e Resultados em uma Série de 15 Casos

Autores

  • Leonardo Andrade Teixeira Instituto Nacional de Câncer (INCA), Hospital do Câncer I (HC I), Seção de Tecido Ósseo-Conectivo. Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0009-0000-3829-7813
  • João Marcelo Lessa Assunção Instituto Nacional de Câncer (INCA), Divisão de Patologia. Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0009-0002-1146-1315
  • Roberto André Torres de Vasconcelos Instituto Nacional de Câncer (INCA), Hospital do Câncer I (HC I), Seção de Tecido Ósseo-Conectivo. Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-5642-5639

DOI:

https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2026v72n4.5670

Palavras-chave:

Histiocitoma Fibroso Maligno, Estudos Retrospectivos, Epidemiologia

Resumo

Introdução: O histiocitoma fibroso angiomatoide (HFA) é uma neoplasia rara de partes moles, com comportamento intermediário, descrita a primeira vez como uma lesão que ocorria no subcutâneo das extremidades em jovens. Objetivo: Tornar mais robusta a disponibilidade de dados patológicos e aprimorar a abordagem dessa doença como prestadores de serviço de saúde. Método: Estudo retrospectivo que analisou 15 casos tratados entre 2000-2023, por meio de consulta dos prontuários e revisão anatomopatológica das lâminas armazenadas. Resultados: O tempo médio de acompanhamento foi de 7,16 anos e a idade variou de 5 a 44 anos, destacando-se menores de 20 anos e pacientes do sexo feminino. A localização foi predominantemente observada nos membros (60%). Quanto ao tratamento, houve preferência pela ressecção cirúrgica e o comprometimento de margens cirúrgicas foi associado ao risco de recidiva, observada em cinco casos (33,3%), dois destes evoluíram a óbito (13,3% de taxa de mortalidade). Seis pacientes (40%) receberam terapia adjuvante, sendo dois submetidos à ampliação de margem sem recidivas subsequentes. Metástases ocorreram em 27% dos pacientes, principalmente nos pulmões e linfonodos. Alta oncológica foi alcançada em 66,6% dos casos. Nos pacientes que evoluíram a óbito, a sobrevida média foi de 5,8 anos. Histologicamente, a presença de células típicas em conformação sincicial, o aro de células inflamatórias e espaços pseudoangiomatosos demonstram-se como características essenciais para o diagnóstico, bem como a positividade imuno-histoquímica da desmina. Conclusão: Dada a predominância nos membros de pacientes jovens, constatou-se a importância da ressecção ampla com margens livres para melhor evolução clínica. 

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Publicado

2026-09-08

Como Citar

1.
Teixeira LA, Assunção JML, Vasconcelos RAT de. Histiocitoma Fibroso Angiomatoide: Perfil Epidemiológico, Anatomopatológico, Clínico, Tratamento e Resultados em uma Série de 15 Casos. Rev. Bras. Cancerol. [Internet]. 8º de setembro de 2026 [citado 11º de setembro de 2026];72(4):e-055670. Disponível em: https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/5670

Edição

Seção

RELATO DE CASO