Terapia a Laser de Baixa Potência nos Sintomas Vulvovaginais Induzidos pela Doença do Enxerto contra o Hospedeiro: Relato de Caso

Autores

  • Kamila Ferreira Ferreira Instituto Nacional de Câncer (INCA), Hospital do Câncer II (HC II). Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7655-7102
  • José Fontes Júnior Instituto Nacional de Câncer (INCA), Hospital do Câncer II (HC II). Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-8104-2082
  • Emanuelle Cristina Saraiva Gomes Instituto Nacional de Câncer (INCA), Hospital do Câncer II (HC II). Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6082-6881
  • Raquel Boechat de Moura Carvalho Instituto Nacional de Câncer (INCA), Hospital do Câncer II (HC II). Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0003-0216-4669
  • Felipe Cardozo Modesto Instituto Nacional de Câncer (INCA), Hospital do Câncer II (HC II). Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-9362-4231
  • Tiago Da Rocha Plácido Instituto Nacional de Câncer (INCA), Hospital do Câncer II (HC II). Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1886-5427
  • Fábio Bastos Russomano Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF). Rio de Janeiro (RJ), Brasil. http://orcid.org/0000-0001-7510-0485

DOI:

https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2024v70n2.4648

Palavras-chave:

Doenças dos Genitais Femininos/radioterapia, Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas/efeitos adversos, Reação Enxerto-Hospedeiro/imunologia, Terapia com Luz de Baixa Intensidade/métodos

Resumo

Introdução: Na literatura, a doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH) vulvovaginal possui uma incidência que varia entre 24,9 e 69% e não há muitos estudos que abordem essa temática. A fotobiomodulação (FBM) para a DECH vulvovaginal não foi descrita na literatura até o presente momento, mas há evidências da sua eficácia na DECH oral e na prevenção de mucosite oral relacionada ao câncer. O objetivo do estudo é descrever a avaliação e o tratamento fisioterapêutico com FBM de uma paciente diagnosticada com DECH vulvovaginal. Relato do caso: Mulher com DECH vulvovaginal com queixa de dor moderada para urinar, dificuldade para realizar a higiene íntima, ardência na vulva e desconforto severo ao utilizar roupas íntimas. A FBM favoreceu a melhora da dor e a reparação tecidual das lesões da vulva, aliviando os sintomas e facilitando a realização dos exercícios de dilatação vaginal. Conclusão: A FBM foi apropriada e eficaz na redução da dor, sensação de ardência e desconforto, proporcionando um efeito anti-inflamatório e regenerador tecidual. Isso resultou em uma percepção de melhora de outras queixas relacionadas ao uso de roupas íntimas e higiene íntima. No entanto, para que o laser se torne um recurso fortemente indicado nesse cenário, são necessários estudos mais robustos, com tempo de intervenção e acompanhamento mais longos, como ensaios clínicos randomizados e controlados.

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Publicado

2024-05-15

Como Citar

1.
Ferreira KF, Fontes Júnior J, Gomes ECS, Carvalho RB de M, Modesto FC, Plácido TDR, Russomano FB. Terapia a Laser de Baixa Potência nos Sintomas Vulvovaginais Induzidos pela Doença do Enxerto contra o Hospedeiro: Relato de Caso. Rev. Bras. Cancerol. [Internet]. 15º de maio de 2024 [citado 21º de maio de 2024];70(2):e-064648. Disponível em: https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/4648

Edição

Seção

RELATO DE CASO