Fisioterapia no Cuidado à Mulher com Câncer de Mama: Proposta de Fluxo Assistencial na Rede de Atenção à Saúde no Estado do Rio de Janeiro

Autores

  • Maria Giseli da Costa Leite Ferreira Instituto Nacional de Câncer (INCA), Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e Controle do Câncer (PPGCan). Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0009-0006-5140-3258
  • Mario Jorge Sobreira da Silva Instituto Nacional de Câncer (INCA), Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e Controle do Câncer (PPGCan). Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-0477-8595
  • Anke Bergmann Instituto Nacional de Câncer (INCA), Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e Controle do Câncer (PPGCan). Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-1972-8777

DOI:

https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2026v72n4.5559

Palavras-chave:

Neoplasias da Mama, Modalidades de Fisioterapia, Reabilitação, Atenção Primária à Saúde

Resumo

Introdução: O câncer de mama é a neoplasia mais prevalente entre as mulheres, excluindo-se o câncer de pele não melanoma. Objetivo: Identificar procedimentos, insumos e recursos necessários para a assistência fisioterapêutica no câncer de mama nos diferentes níveis de atenção à saúde, mapear os serviços de fisioterapia de média complexidade e propor um modelo de fluxo assistencial. Método: Estudo realizado em quatro etapas: (1) inquérito com fisioterapeutas para identificação de procedimentos e insumos utilizados; (2) grupo focal com especialistas para análise da organização das Redes de Atenção à Saúde; (3) mapeamento da produção ambulatorial de fisioterapia em oncologia a partir de dados do Sistema de Informação Ambulatorial; e (4) elaboração de proposta de fluxo assistencial após o tratamento do câncer de mama. Resultados: O inquérito foi respondido por 48 fisioterapeutas, com predominância de profissionais vinculados à gestão federal (50,0%). Entre os insumos utilizados no diagnóstico, destacou-se o material impresso (14,6%). Nas ações de prevenção e tratamento, destacaram-se espaço físico adequado (18,8%) e exercícios fisioterapêuticos (14,6%). O grupo focal identificou dois eixos analíticos (operacional e estrutural). O mapeamento da produção ambulatorial evidenciou fluxos intermunicipais de atendimento e concentração dos serviços em determinados municípios. Com base nesses achados, foi proposto um fluxo assistencial com retorno das pacientes ao município de residência após alta dos serviços de alta complexidade. Conclusão: Foram observadas lacunas na organização da rede. O modelo de fluxo assistencial proposto pode contribuir para o fortalecimento do cuidado compartilhado entre a Atenção Primária à Saúde e os serviços de fisioterapia de média complexidade.

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Publicado

2026-09-21

Como Citar

1.
Ferreira MG da CL, Sobreira da Silva MJ, Bergmann A. Fisioterapia no Cuidado à Mulher com Câncer de Mama: Proposta de Fluxo Assistencial na Rede de Atenção à Saúde no Estado do Rio de Janeiro. Rev. Bras. Cancerol. [Internet]. 21º de setembro de 2026 [citado 14º de outubro de 2026];72(4):e-255559. Disponível em: https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/5559

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