Intervenção Fisioterapêutica no Linfedema Interno Pós-Tratamento de Carcinoma de Amígdala HPV-Positivo: Relato de Caso

Autores

  • Laura Ferreira de Rezende Universidade Estadual Paulista (Unesp), Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino (Unifae), Curso de Fisioterapia. São João da Boa Vista (SP), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-3714-1558

DOI:

https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2026v72n3.5722

Palavras-chave:

Linfedema/complicações, Serviços de Fisioterapia, Neoplasias de Cabeça e Pescoço/cirurgia, Papilomavírus Humanos, Reabilitação

Resumo

Introdução: O linfedema interno é uma complicação frequente e subdiagnosticada após o tratamento do carcinoma espinocelular (CEC) de orofaringe, especialmente em casos HPV-positivos. A falta de protocolos específicos dificulta a identificação precoce e o manejo terapêutico adequado. Este estudo tem como objetivo relatar a intervenção fisioterapêutica em um paciente com linfedema interno bilateral decorrente do tratamento de CEC de amígdala HPV-positivo. Relato do caso: Paciente masculino de 49 anos, submetido a tratamento cirúrgico e radioterápico bilateral. Desenvolveu linfedema interno com sintomas obstrutivos e disfágicos relevantes. A intervenção fisioterapêutica incluiu drenagem linfática manual, cinesioterapia, fotobiomodulação intra e extraoral, terapia por ondas de choque e liberação de fibroses cervicais. Também foi utilizada malha compressiva plana sob medida na região cervicofacial. Houve melhora subjetiva e funcional dos sintomas, sem interrupção do plano radioterápico. Conclusão: A intervenção fisioterapêutica integrada mostrou-se eficaz na redução dos sintomas do linfedema interno em paciente com câncer de orofaringe. O caso ressalta a importância do reconhecimento precoce da condição e a necessidade de estratégias terapêuticas específicas baseadas em fisiologia linfática.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Zupancic M, Kostopoulou ON, Marklund L, et al. Therapeutic options for human papillomavirus-positive tonsil and base of tongue cancer. J Intern Med. 2025;297(6):608-29. doi: https://doi.org/10.1111/joim.20088 DOI: https://doi.org/10.1111/joim.20088

Cheng JT, Leite VF, Tennison JM, et al. Rehabilitation interventions for head and neck cancer-associated lymphedema: a systematic review. JAMA Otolaryngol Head Neck Surg. 2023;149(8):743-53. doi: https://doi.org/10.1001/jamaoto.2023.1473 DOI: https://doi.org/10.1001/jamaoto.2023.1473

Taylor RR, Pandey SK, Smartz T, et al. Lymphedema of the head and neck-where do we stand and where we are headed. J Craniofac Surg. 2024;35(7):2045-8. doi: https://doi.org/10.1097/SCS.0000000000010505 DOI: https://doi.org/10.1097/SCS.0000000000010505

Arends C, Veij Mestdagh P, Al-Mamgani A, et al. Severity of internal lymphedema in unilateral or bilateral radiotherapy patients: an exploratory study. Radiother Oncol. 2025;206:110834. doi: https://doi.org/10.1016/j.radonc.2025.110834 DOI: https://doi.org/10.1016/j.radonc.2025.110834

Jeans C, Brown B, Ward EC, et al. A prospective, longitudinal and exploratory study of head and neck lymphoedema and dysphagia following chemoradiotherapy for head and neck cancer. Dysphagia. 2023;38(4):1059-71. doi: https://doi.org/10.1007/s00455-022-10526-1 DOI: https://doi.org/10.1007/s00455-022-10526-1

Ridner SH, Dietrich MS, Niermann K, et al. A prospective study of the lymphedema and fibrosis continuum in patients with head and neck cancer. Lymphat Res Biol. 2016;14(4):198-205. doi: https://doi.org/10.1089/lrb.2016.0001 DOI: https://doi.org/10.1089/lrb.2016.0001

Conselho Nacional de Saúde (BR). Resolução nº 466 de 12 de dezembro de 2012. Aprova diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Diário Oficial da União, Brasília, DF. 2013 jun 13; Edição 112; Seção 1:59.

Palmer SJ. An overview of manual lymphatic drainage. Br J Community Nurs. 2024;29(9):438-40. doi: https://doi.org/10.12968/bjcn.2024.0101 DOI: https://doi.org/10.12968/bjcn.2024.0101

Reich-Schupke S, Stücker M. Round-knit or flat-knit compression garments for maintenance therapy of lymphedema of the leg? - Review of the literature and technical data. J Dtsch Dermatol Ges. 2019;17(8):775-84. doi: https://doi.org/10.1111/ddg.13895 DOI: https://doi.org/10.1111/ddg.13895

Deng J, Lukens JN, Swisher-McClure S, et al. Photobiomodulation therapy in head and neck cancer-related lymphedema: a pilot feasibility study. Integr Cancer Ther. 2021;20:15347354211037938. doi: https://doi.org/10.1177/15347354211037938 DOI: https://doi.org/10.1177/15347354211037938

Serizawa F, Ito K, Matsubara M, et al. Extracorporeal shock wave therapy induces therapeutic lymphangiogenesis in a rat model of secondary lymphoedema. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2011;42(2):254-60. doi: https://doi.org/10.1016/j.ejvs.2011.02.029 DOI: https://doi.org/10.1016/j.ejvs.2011.02.029

Tsai KY, Liao SF, Chen KL, et al. Effect of early interventions with manual lymphatic drainage and rehabilitation exercise on morbidity and lymphedema in patients with oral cavity cancer. Medicine (Baltimore). 2022;101(42):e30910. doi: https://doi.org/10.1097/MD.0000000000030910 DOI: https://doi.org/10.1097/MD.0000000000030910

Publicado

2026-07-08

Como Citar

1.
Rezende LF de. Intervenção Fisioterapêutica no Linfedema Interno Pós-Tratamento de Carcinoma de Amígdala HPV-Positivo: Relato de Caso. Rev. Bras. Cancerol. [Internet]. 8º de julho de 2026 [citado 11º de julho de 2026];72(3):e-165722. Disponível em: https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/5722

Edição

Seção

RELATO DE CASO

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)