Câncer de Mama em Mato Grosso: Perfil Epidemiológico e Incidência de 2001 a 2018
DOI:
https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2026v72n2.5367Palavras-chave:
Neoplasias da Mama, Carcinoma Ductal de Mama, Carcinoma de Mama in situ, Incidência, DemografiaResumo
Introdução: O câncer de mama pertence ao grupo das doenças crônicas não transmissíveis, sendo o mais incidente entre as mulheres no Brasil. Objetivo: Descrever a incidência do câncer de mama feminina segundo características sociodemográficas, no Estado de Mato Grosso, no período de 2001 a 2018. Método: Estudo descritivo utilizando dados do Registro de Câncer de Base Populacional no período de 2001 a 2018. Foram considerados os novos casos diagnosticados por câncer de mama feminina residentes em Mato Grosso, cuja causa básica pertence ao Capítulo II da CID-10, referente aos cânceres (tumores) e identificados pelo código C.50 (câncer de mama). Foram calculadas as frequências relativas segundo raça/cor da pele, idade, estado civil e escolaridade, assim como as taxas médias ajustadas de câncer de mama por município. Resultados: Ocorreram 7.748 novos casos de câncer de mama feminina nos anos de 2001 a 2018. A maior frequência se deu em mulheres pardas (41,9%), 40-59 anos (53,9%), casadas (25,4%), com ensino fundamental I (9,1%). A categoria sem informação para escolaridade foi de 59,8% e para estado civil das pacientes, 46,9%. Em 2001, a taxa ajustada foi de 31,08, enquanto a taxa bruta foi de 23,23 por 100 mil mulheres. Já em 2018, a taxa bruta aumentou 26% (29,2/100 mil mulheres), enquanto a taxa ajustada reduziu 14% (26,63/100 mil mulheres). Conclusão: Os resultados revelaram que o câncer de mama continua sendo uma preocupação importante no Estado, com 7.748 novos casos ao longo de 18 anos e taxa de incidência média de 28,7/100 mil mulheres.
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