Prontidão Organizacional para Implementação da Linha de Cuidado do Câncer de Boca em Mato Grosso do Sul
DOI:
https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2026v72n3.5616Palavras-chave:
Gestão em Saúde, Neoplasias Bucais, Ciência da Implementação, Atenção Primária à SaúdeResumo
Introdução: A prontidão organizacional é essencial para o êxito de intervenções em saúde, especialmente quando implicam mudanças em práticas assistenciais. Este estudo avaliou a prontidão organizacional para a implementação da Linha de Cuidado do Câncer de Boca em Mato Grosso do Sul, utilizando o questionário Organizational Readiness for Implementing Change, versão brasileira (ORIC-Br), e analisou o potencial do aplicativo TeleEstomato/MS como ferramenta de suporte. Objetivo: Avaliar a prontidão organizacional de gestores e cirurgiões-dentistas da Atenção Primária à Saúde das quatro Macrorregiões do Estado antes e após uma intervenção educativa estruturada. Método: A pesquisa foi conduzida com gestores e cirurgiões-dentistas da Atenção Primária à Saúde das quatro Macrorregiões do Estado. Aplicou-se o questionário ORIC-Br nas fases pré e pós-capacitação, fundamentadas no consenso Expert Recommendation for Implementing Change (ERIC). Resultados: Verificou-se elevada prontidão organizacional inicial, com cerca de 83% de respostas positivas nos domínios de comprometimento e eficácia coletiva. Após a capacitação, os escores reduziram para aproximadamente 68%, sugerindo maior reconhecimento das equipes sobre desafios operacionais e consequente reavaliação de sua prontidão. Conclusão: A Linha de Cuidado do Câncer de Boca apresentou alta prontidão organizacional inicial para implementação em Mato Grosso do Sul. A redução no pós-teste indica que a intervenção aprofundou a compreensão das barreiras práticas, ajustando a percepção das equipes quanto à capacidade de implementação. Os resultados reforçam a importância de estratégias adaptativas e suporte contínuo para consolidar a implementação no contexto estadual.
Downloads
Referências
Weiner BJ. A theory of organizational readiness for change. Implement Sci. 2009;4(67):1-9. doi: https://doi.org/10.1186/1748-5908-4-67 DOI: https://doi.org/10.1186/1748-5908-4-67
Shea CM, Jacobs SR, Esserman DA, et al. Organizational readiness for implementing change: psychometric assessment of a new measure. Implement Sci. 2014;9:7. doi: https://doi.org/10.1186/1748-5908-9-7 DOI: https://doi.org/10.1186/1748-5908-9-7
Storkholm MH, Mazzocato P, Savage M, et al. Assessing the reliability and validity of the danish version of ORIC. Implement Sci. 2018;13(1):78. doi: https://doi.org/10.1186/s13012-018-0769-y DOI: https://doi.org/10.1186/s13012-018-0769-y
Ruest M, Leger C, Boucher A, et al. French cross-cultural adaptation of the ORIC. BMC Health Serv Res. 2019;19(1):535. doi: https://doi.org/10.1186/s12913-019-4361-1 DOI: https://doi.org/10.1186/s12913-019-4361-1
Antunes J, Toporcov TN, Biazevic MG, et al. Gender and racial inequalities in trends of oral cancer mortality in São Paulo, Brazil. Rev Saude Publica. 2013;47(3):470-8. doi: https://doi.org/10.1590/s0034-8910.2013047003724 DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-8910.2013047003724
Chiliti BA, Campos WG, Gallo CB, et al. Oral cancer analysis in a Brazilian city: interval between diagnosis and treatment. Braz Oral Res. 2022;36:e073. doi: https://doi.org/10.1590/1807-3107bor-2022.vol36.0073 DOI: https://doi.org/10.1590/1807-3107bor-2022.vol36.0073
Cecílio LCO, Merhy EE. A integralidade do cuidado como eixo da gestão hospitalar. In: Pinheiro R, Mattos RA, editores. Os sentidos da integralidade na atenção e no cuidado à saúde. Rio de Janeiro: IMS/UERJ; ABRASCO; 2003.
Martins HDD, Onofre EG, Carvalho LI, et al. Tele estomato: a mobile platform for telediagnosis in oral medicine – a national Brazilian experience. Oral Dis. 2025;31(11):3232-34. doi: https://doi.org/10.1111/odi.15343 DOI: https://doi.org/10.1111/odi.15343
Bomfim RA, Braff EC, Frazão P. Cross-cultural adaptation and psychometric properties of the Brazilian-Portuguese version of the Organizational Readiness for Implementing Change questionnaire. Rev Bras Epidemiol. 2020;23:e200100. doi: https://doi.org/10.1590/1980-549720200100
Bazilio J, Farias A, Almeida F, et al. Generating meaningful conversation: World Café in strategic interprofessional planning in continuing education. Rev Bras Enferm. 2020;73(5):e20200015. doi: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2019-0279 DOI: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2019-0279
Louredo BVR, Curado MP, Penafort PVM, et al. Contribution of public oral pathology services to the diagnosis of oral and oropharyngeal cancer in Brazil. Braz Oral Res. 2023;37:e126. doi: https://doi.org/10.1590/1807-3107bor-2023.vol37.0126 DOI: https://doi.org/10.1590/1807-3107bor-2023.vol37.0126
Conselho Nacional de Saúde (BR). Resolução n° 466, de 12 de dezembro de 2012. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos [Internet]. Diário Oficial da União, Brasília, DF. 2013 jun 13 [acesso 2025 jun 13]; Edição 112; Seção 1:59. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html
Bomfim RA, Braff EC, Frazão P. Cross-cultural adaptation and psychometric properties of the brazilian-portuguese version of the organizational readiness for implementing change questionnaire. Rev Bras Epidemiol. 2020;23:e200100. doi: https://doi.org/10.1590/1980-549720200100 DOI: https://doi.org/10.1590/1980-549720200100
Powell BJ, Waltz TJ, Chinman MJ, et al. A refined compilation of implementation strategies: results from the Expert Recommendations for Implementing Change (ERIC) project. Implement Sci. 2015;10:21. doi: https://doi.org/10.1186/s13012-015-0209-1 DOI: https://doi.org/10.1186/s13012-015-0209-1
Leslie HH, West R, Twine R, et al. Measuring organizational readiness for implementing change in primary care facilities in rural bushbuckridge, South Africa. Int J Health Policy Manag. 2022;11(7):912-8. doi: https://doi.org/10.34172/ijhpm.2020.223 DOI: https://doi.org/10.34172/ijhpm.2020.223
Kelly P, Hegarty J, Barry J, et al. A systematic review of the relationship between staff perceptions of organizational readiness to change and the process of innovation adoption in substance misuse treatment programs. J Subst Abuse Treat. 2017;80:6-25. doi: https://doi.org/10.1016/j.jsat.2017.06.001 DOI: https://doi.org/10.1016/j.jsat.2017.06.001
Adelson P, Yates R, Fleet JA, et al. Measuring organizational readiness for implementing change (ORIC) in a new midwifery model of care in rural South Australia. BMC Health Serv Res. 2021;21(1):368. doi: https://doi.org/10.1186/s12913-021-06373-9 DOI: https://doi.org/10.1186/s12913-021-06373-9
Kottek AM, Berg RW, Hooper TI, et al. Implementing care coordination in a large dental care organization in the United States by upskilling front office personnel. Hum Resour Health. 2021;19(1):48. doi: https://doi.org/10.1186/s12960-021-00593-0 DOI: https://doi.org/10.1186/s12960-021-00593-0
Säfström M, Löfkvist U. Employees’ experiences of a large-scale implementation in a public care setting: a novel mixed-method approach to content analysis. BMC Health Serv Res. 2024;24(1):107. doi: https://doi.org/10.1186/s12913-024-10560-9 DOI: https://doi.org/10.1186/s12913-024-10560-9
Carvalho LIM, Moura LFAD, Carvalho AAP, et al. Teledentistry in oral diagnostic: unveiled myths and challenges to be overcome. Pesqui Bras Odontopediatria Clin Integr. 2024;25:e230206. doi: https://doi.org/10.1590/pboci.2025.011 DOI: https://doi.org/10.1590/pboci.2025.066
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Os direitos morais e intelectuais dos artigos pertencem aos respectivos autores, que concedem à RBC o direito de publicação.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
