Extravasamento Quimioterápico de Protocolo AC em Paciente com Carcinoma Ductal Infiltrante: Relato de Caso
DOI:
https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2026v72n4.5623Palavras-chave:
Extravasamento de Materiais Terapêuticos e Diagnósticos/complicações, Antineoplásicos/efeitos adversos, Neoplasias da Mama/complicaçõesResumo
Introdução: O câncer de mama apresenta alta incidência no Brasil e figura entre as principais causas de morte por neoplasia na população feminina, sendo o carcinoma ductal infiltrante o subtipo histológico mais frequente. Entre os esquemas sistêmicos para tumores HER2-negativos, o protocolo AC é amplamente utilizado, embora possa ocasionar eventos adversos graves, como o extravasamento de antraciclinas para os tecidos adjacentes. Diante do potencial de necrose tecidual e prolongamento do tratamento oncológico, relata-se um caso de extravasamento quimioterápico do protocolo AC e manejo local com poli-hexametileno biguanida (PHMB). Relato do caso: Paciente feminino, 72 anos, com carcinoma ductal infiltrante de mama, pT2pN1a, subtipo luminal B e HER2-negativo, em quimioterapia com protocolo AC. Ao final da infusão de doxorrubicina por acesso venoso periférico no dorso da mão esquerda, reportou sensação de queimação no local, sendo identificados edema e ausência de refluxo, o que levou à interrupção imediata da infusão e implementação de protocolo institucional com aspiração de conteúdo residual, compressa fria e pomada de dexametasona por 96 horas. Na evolução, houve piora da lesão, com necrose seca e hiperemia, sendo instituídos curativos com PHMB, hidrogel e hidrofibra com prata, até a cicatrização completa após seguimento ambulatorial prolongado. Conclusão: O caso reforça a gravidade do extravasamento de antraciclinas e necessidade de reconhecimento precoce, protocolos assistenciais bem definidos e educação em saúde para adesão às orientações domiciliares. Evidencia ainda o papel da equipe de enfermagem e uso de coberturas específicas, incluindo PHMB, na segurança e eficácia do cuidado em pacientes oncológicos submetidos à quimioterapia intravenosa.
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