Função e Qualidade de Vida depois do Câncer de Mama: Limites e Alternativas aos PROMs Clássicos
DOI:
https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2026v72n2.5693Palavras-chave:
Neoplasias da Mama/cirurgia, Período Pós-Operatório, Qualidade de Vida, Linfedema/cirurgiaResumo
A carta ao editor comenta e analisa o estudo de Cardoso et al. que avaliou a funcionalidade dos membros superiores, a fadiga e a qualidade de vida em mulheres submetidas a tratamento cirúrgico para o câncer de mama em um hospital de referência na região amazónica. O autor reconhece a relevância clínica do tema e destaca como ponto forte o uso combinado de medidas autorrelatadas (QuickDASH, FACT-B+4, FACT-F) e de uma medida objetiva (dinamometria isocinética), em consonância com as recomendações atuais para a avaliação multimodal. No entanto, argumenta que a escolha dos instrumentos pode limitar a compreensão integral das sequelas funcionais, especialmente no que diz respeito ao linfedema e ao seu impacto psicossocial específico. São apresentados PROMs alternativos e complementares como ULFI, SPADI, LYMQOL-Arm, ULL-27, LYMPH-Q e PROMIS Upper Extremity que captam com maior sensibilidade os aspetos funcionais, os sintomas específicos e a qualidade de vida relacionada ao linfedema. O texto analisa as vantagens e limitações dos instrumentos utilizados no estudo original e destaca que a dinamometria, embora objetiva, nem sempre reflete o desempenho funcional nas atividades da vida diária. Por fim, o autor propõe recomendações práticas para estudos futuros e registros clínicos, destacando a combinação de PROMs gerais e específicos com medidas objetivas, bem como a importância do acompanhamento longitudinal e das análises ajustadas para reforçar a aplicabilidade clínica e científica da investigação nessa área.
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Referências
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